31 de maio – Dia Mundial de Combate ao Fumo – OMS informa que cerca de 71% dos óbitos relacionados ao câncer de pulmão tem associação ao tabagismo

O tabagismo é uma doença epidêmica associada à dependência da nicotina e está classificado no código internacional de doença, justamente no grupo pertencente a transtornos mentais e de comportamento relacionado ao uso de substâncias psicoativas.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que cerca de 71% dos óbitos relacionados ao câncer de pulmão tem associação com o tabagismo e cerca de 42% de doenças respiratórias crônicas também têm o fumo como causador e o mesmo para aproximadamente 10% das doenças cardiovasculares.


É importante lembrar que não é somente câncer de pulmão o tipo de neoplasia – câncer que o cigarro pode vir a ser fator causador como explica o médico pneumologista do Sistema Hapvida, Walter Netto. “A gente tem uma gama de tipos e destaco para o câncer de estômago, de faringe, laringe, temos também muitos outros tipos. O cigarro tem forte associação a um fator de risco, por exemplo, as doenças infectocontagiosas justamente por tornar a via aérea mais sensível, ele deixa os indivíduos mais suscetíveis a adquirir doenças respiratórias contagiosas como pneumonia ou tuberculose”, esclarece.


Além disso, Walter alerta também pelo fato do tabagismo ser fator causador de outras doenças extras no sistema respiratório como, por exemplo, a osteoporose, infertilidade no homem e na mulher, impotência sexual, catarata, dentre outros.


Mas, mesmo sabendo e conhecendo os malefícios causados pelo cigarro, por que tanta gente ainda fuma? Por que tanta gente ainda é praticante do tabagismo? O Dr. Walter relata que esse questionamento envolve tanto fatores sociais como também a fácil aquisição ao uso do cigarro, cada esquina tem um ponto de venda. Além disso, a influência, muitas vezes, dentro da própria casa, o pai ou a mãe fumando, um ídolo podendo incentivar ao uso e, em muitos casos, a própria rede de amigos.


O perigo da inalação da fumaça


O especialista esclarece que a fumaça é inalada para os pulmões e se distribui no sistema circulatório chegando ao cérebro em uma velocidade muito rápida. O tempo que isso leva é de 7 a 19 segundos, e é equivalente a uma infusão de medicamento endovenoso e a nicotina presente no cigarro é a principal substância causadora de dependência.


“Aquele indivíduo que iniciou evidentemente fumando um ou dois cigarros por dia tem grande potencial de se perpetuar o uso do tabagismo e chegar a uma, duas ou até mais carteiras de cigarro por dia. Lembrando que não existem níveis seguros para o consumo de cigarro, mas evidentemente, quanto mais cigarro a pessoa vir a fumar durante o dia, maiores as chances e os riscos que ela tem de desenvolver algum malefício associado”, lembra.


O cigarro eletrônico é indicado para quem deseja parar de fumar?


É importante ressaltar que o cigarro eletrônico não surgiu exatamente agora. Ele vem ganhando força, muita popularidade entre os jovens, passa uma ideia de glamour, de status, é um dispositivo mais tecnológico, tem uma ideia de modernidade, possui mais ou menos a mesma promessa do cigarro comum quando surgiu tempos atrás, mas apesar dele possuir menos substâncias tóxicas que o cigarro comum, ele está longe de ser benéfico, longe de ser isento de malefícios, tão pouco saudável. “Já foram identificadas diversas substâncias, diversos componentes tóxicos e cancerígenos na composição destes dispositivos. Sem mencionar que muitos deles também contém nicotina, que é o principal elemento causador de dependência no tabagismo”, apontou Walter Netto.


O médico alerta que: “engana-se quem pensa que usando o cigarro eletrônico vai parar de fumar. A pessoa continua fumando, fumando outro dispositivo, então, como o hábito não cessa, as chances dele ter uma recaída para o cigarro convencional é muito grande”.


Para finalizar, Walter Netto informa que existem várias formas medicamentosas e terapêuticas não medicamentosas que podem ser buscadas junto ao profissional especializado, para que o indivíduo deixe de fumar, cesse o tabagismo. “Com certeza absoluta, o cigarro eletrônico não está entre as abordagens indicadas para parar de fumar”.

Fonte: Assessoria

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